Existem duas grandes classes. A escolha depende do diagnóstico e da resposta do seu olho, e é revista ao longo do acompanhamento.
Antiangiogênicos (anti-VEGF)
Bloqueiam o VEGF, a proteína que estimula o crescimento de vasos anormais e os faz vazar. Com isso o edema diminui e os vasos novos regridem. Os princípios ativos usados no Brasil incluem bevacizumabe, ranibizumabe e aflibercepte, além de moléculas mais recentes, que buscam intervalos maiores entre as aplicações.
Um deles foi desenvolvido originalmente para oncologia e passou a ser usado no olho em dose muito menor. Esse uso é consagrado e reconhecido por sociedades de oftalmologia — não é improviso.
Corticoides intravítreos
Reduzem inflamação e edema por outro mecanismo, e costumam entrar quando o anti-VEGF não resolve sozinho ou quando há componente inflamatório. Podem ser aplicados como suspensão injetável de triancinolona ou como implante de liberação lenta de dexametasona, que libera o medicamento aos poucos e reduz o número de aplicações. São corticoides diferentes, com duração diferente.
Como todo corticoide dentro do olho, podem aumentar a pressão intraocular e acelerar a catarata. Por isso a pressão é medida nos retornos.
Não citamos nomes comerciais de propósito: o que define o tratamento é a classe, a dose e o intervalo, decididos caso a caso.