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Retina e vítreo

Injeção intravítrea em Curitiba com especialista em retina

O Dr. Alexandre Grandinetti realiza avaliação para injeções intravítreas em Curitiba, com acompanhamento da resposta da retina ao tratamento. A ideia de receber uma injeção no olho costuma assustar mais do que o procedimento em si. Aqui está o que acontece, quanto tempo leva, o que você sente e o que observar nos dias seguintes.

A aplicação dura segundosAnestesia em colírio
Equipamento de exame oftalmológico no consultório

O que é e por que se injeta dentro do olho

A injeção intravítrea coloca o medicamento diretamente na cavidade vítrea, o espaço preenchido por gel no interior do olho. Dali ele age sobre a retina, que fica logo atrás.

O motivo é simples: o olho é bastante isolado do resto do corpo, e um comprimido ou um colírio não chega à retina em concentração útil. Injetando ali dentro, usa-se uma dose muito pequena, no lugar exato, com pouquíssimo efeito no organismo.

É hoje o tratamento de primeira linha de várias doenças da retina que causam edema (acúmulo de líquido) ou vasos anormais que vazam e sangram.

Quando a injeção é indicada

Degeneração macular relacionada à idade, forma úmida

Vasos anormais crescem sob a mácula e vazam. O anti-VEGF é o tratamento padrão.

Entender a DMRI

Edema macular diabético

Líquido se acumula no centro da retina e embaça a visão de perto e de longe.

Ver retinopatia diabética

Oclusão venosa da retina

Uma veia da retina entope, o sangue represa e surge edema na mácula.

Edema macular inflamatório

Inflamações dentro do olho, as uveítes, também podem encharcar a mácula.

Que tipos de medicamento são usados

Existem duas grandes classes. A escolha depende do diagnóstico e da resposta do seu olho, e é revista ao longo do acompanhamento.

Antiangiogênicos (anti-VEGF)

Bloqueiam o VEGF, a proteína que estimula o crescimento de vasos anormais e os faz vazar. Com isso o edema diminui e os vasos novos regridem. Os princípios ativos usados no Brasil incluem bevacizumabe, ranibizumabe e aflibercepte, além de moléculas mais recentes, que buscam intervalos maiores entre as aplicações.

Um deles foi desenvolvido originalmente para oncologia e passou a ser usado no olho em dose muito menor. Esse uso é consagrado e reconhecido por sociedades de oftalmologia — não é improviso.

Corticoides intravítreos

Reduzem inflamação e edema por outro mecanismo, e costumam entrar quando o anti-VEGF não resolve sozinho ou quando há componente inflamatório. Podem ser aplicados como suspensão injetável de triancinolona ou como implante de liberação lenta de dexametasona, que libera o medicamento aos poucos e reduz o número de aplicações. São corticoides diferentes, com duração diferente.

Como todo corticoide dentro do olho, podem aumentar a pressão intraocular e acelerar a catarata. Por isso a pressão é medida nos retornos.

Não citamos nomes comerciais de propósito: o que define o tratamento é a classe, a dose e o intervalo, decididos caso a caso.

Como a injeção é feita

  1. Ambiente e antissepsia

    O procedimento é feito em ambiente cirúrgico, com material estéril. A pele ao redor e a superfície do olho são limpas com antisséptico — essa etapa é a principal proteção contra infecção.

  2. Anestesia

    Colírio anestésico, às vezes reforçado com um gel. Não há agulha para anestesiar.

  3. A aplicação

    Um pequeno afastador mantém as pálpebras abertas para você não precisar segurar o piscar. A injeção em si dura segundos, feita na parte branca do olho, longe da pupila. Você não enxerga a agulha chegando.

  4. Logo depois

    A visão pode ficar embaçada ou com sombras por algumas horas. Você vai para casa no mesmo dia, mas venha acompanhado e não dirija na volta.

Dói? E o que é normal sentir depois

Durante

A maioria das pessoas descreve uma pressão ou um leve incômodo, não uma dor. O colírio anestésico age bem na superfície, que é onde a agulha passa. O mais desconfortável costuma ser o antisséptico, que arde um pouco.

Quem chega muito ansioso na primeira aplicação quase sempre sai dizendo que foi mais tranquilo do que imaginava.

Nas horas e dias seguintes

  • Sensação de areia ou de cisco, por causa do antisséptico.
  • Uma mancha vermelha no branco do olho, no ponto da aplicação: é sangue superficial, não dói e some sozinha.
  • Pontinhos ou bolhas flutuando no campo de visão por alguns dias.
  • Visão embaçada por algumas horas.

Tudo isso é esperado e melhora sozinho.

Cuidados nos dias seguintes

  • Não esfregue nem aperte o olho, mesmo que ele fique com sensação de areia.
  • Use apenas os colírios prescritos, nos horários combinados, com as mãos lavadas.
  • Evite piscina, mar, sauna e maquiagem nos olhos nos primeiros dias.
  • Atividades comuns, leitura e trabalho de escritório costumam ser liberados já no dia seguinte.
  • Compareça ao retorno, mesmo que esteja tudo bem: é nele que se mede a pressão do olho e se decide a próxima aplicação.

Por que precisa repetir a injeção

É a parte que mais frustra quem começa o tratamento. O medicamento controla a doença enquanto está presente no olho: não a elimina. Conforme é eliminado, o edema tende a voltar. Por isso o tratamento é feito em série, e não em dose única.

Costuma começar com aplicações mais próximas, para tirar a doença da fase ativa, e seguir com um esquema de manutenção, com o intervalo ajustado conforme a resposta: quem se mantém estável vai espaçando; quem volta a apresentar líquido encurta o intervalo.

Quem decide não é o calendário, é o exame: a cada retorno, a tomografia de coerência óptica mostra se ainda há líquido na retina. Por isso não existe um número fixo de injeções.

Interromper por conta própria é o erro mais comum e o mais custoso: boa parte da visão perdida por recidiva não volta depois.

Perguntas frequentes sobre injeção intravítrea

Não. A aplicação é feita na parte branca do olho, fora do campo de visão central, e a luz do equipamento ofusca o restante. A maioria percebe apenas uma sombra e uma leve pressão.

Em geral não. O olho fica descoberto e você enxerga com ele desde o primeiro momento, ainda que embaçado por algumas horas. Se houver orientação diferente, a equipe avisa na hora.

Na maioria dos casos sim, inclusive no mesmo dia se o trabalho não exigir esforço. Evite ambientes com poeira e não dirija enquanto a visão estiver embaçada.

Depende do caso e da rotina do serviço. Quando é feito, cada olho recebe preparo, material e frasco próprios, para que uma eventual contaminação não atinja os dois.

Não há como dizer no início: depende do diagnóstico, da gravidade e de como a sua retina responde. O que dá para combinar é como será o acompanhamento e em que exame a decisão vai se basear.

Boa parte das indicações tem cobertura, mas cada operadora exige documentação e autorização prévia, com prazos próprios. A equipe orienta o que reunir em cada caso. Veja também os convênios atendidos.

Avaliação para injeção intravítrea em Curitiba

Na avaliação para injeção intravítrea em Curitiba, informe aplicações anteriores e leve os OCTs disponíveis. O diagnóstico e a evolução da retina orientam a escolha da medicação, os intervalos e a necessidade de novas aplicações.

O atendimento com o Dr. Alexandre Grandinetti é no Hospital de Olhos do Paraná, na Rua Coronel Dulcídio, 199, Batel. Veja como chegar e se preparar para a consulta.

Recebeu indicação de injeção intravítrea?

A equipe explica o preparo, o esquema de retornos e a documentação do convênio. O atendimento é no Batel, em Curitiba.

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