O OCT — sigla de optical coherence tomography, ou tomografia de coerência óptica — usa luz para fazer um corte da retina. Em vez de ver o fundo do olho de frente, como numa fotografia, você vê a retina em perfil, com as camadas empilhadas: a espessura de um bolo pelo lado cortado, e não a cobertura vista de cima.
Esse corte muda o que é possível perceber: líquido dentro ou sob a retina, um buraco na mácula, uma membrana sobre a superfície, o vítreo puxando um ponto. Além de mostrar, o aparelho mede: a espessura sai em micrômetros e permite comparar o exame de hoje com o de três meses atrás.
Por isso ele é central no acompanhamento da mácula e no glaucoma. Na mácula, diz se o tratamento funciona. No glaucoma, mede a camada de fibras nervosas do nervo óptico — o afinamento pode aparecer antes de o campo visual mostrar perda. O que ele não faz é alcançar a periferia, trabalho do mapeamento, nem mostrar a circulação, papel da angiografia.