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Catarata

Especialista em cirurgia de catarata em Curitiba

O Dr. Alexandre Grandinetti realiza cirurgia de catarata em Curitiba, com planejamento da lente intraocular e acompanhamento no Hospital de Olhos do Paraná. Quando se recebe a indicação de operar, o que pesa é não saber o que vai acontecer. Aqui está a cirurgia passo a passo, o que se planeja antes e quais são os riscos.

Procedimento ambulatorialBatel, CuritibaUm olho de cada vez
Equipamento de facoemulsificação montado na sala cirúrgica antes de uma cirurgia de catarata

O que acontece na cirurgia

A catarata é a perda de transparência do cristalino, a lente natural dentro do olho. Nenhum colírio devolve essa transparência: o tratamento é trocar a lente. A técnica usada hoje na quase totalidade dos casos chama-se facoemulsificação:

  • Faz-se uma incisão pequena na córnea, de 2 a 3 milímetros, que costuma fechar sozinha, sem pontos.
  • Abre-se uma janela circular na cápsula que envolve o cristalino.
  • Uma ponteira vibrando em frequência de ultrassom fragmenta o cristalino embaçado, e os fragmentos são aspirados pela mesma incisão.
  • A cápsula que sobra é preservada de propósito: vira o suporte da nova lente.
  • No lugar do cristalino entra a lente intraocular, dobrada, que se abre já posicionada. Ela é permanente.

Tudo com o olho anestesiado e em regime ambulatorial: você vai embora no mesmo dia. Como a lente escolhida muda bastante a visão depois, vale comparar os tipos de lente intraocular.

Como se preparar

A equipe entrega as orientações por escrito antes do dia marcado. Em linhas gerais:

  • Fazer os exames do olho e, se pedida, a avaliação clínica.
  • Levar a lista dos medicamentos de uso contínuo, com as doses.
  • Não suspender nenhum remédio por conta própria. Avise a equipe — anticoagulantes e alguns remédios para a próstata podem mudar a técnica — e espere a orientação de quem prescreveu.
  • Informar alergias, diabetes, pressão alta, colírios para glaucoma e cirurgias anteriores.
  • Cumprir o jejum conforme a orientação recebida, que depende da sedação combinada.
  • Vir sem maquiagem e com roupa que não precise sair pela cabeça.
  • Vir com um acompanhante adulto: você não poderá dirigir na volta.

Anestesia, dor, duração e um olho de cada vez

Dói?

Na maior parte dos casos usa-se colírio anestésico com sedação leve na veia, acompanhada pelo anestesista. Em situações específicas indica-se um bloqueio, com injeção ao redor do olho.

Com o olho anestesiado, a expectativa é que você não sinta dor — e sim pressão, luz forte e água correndo no olho. Dizer que a cirurgia é sempre indolor seria uma promessa que ninguém pode fazer: se sentir desconforto, avise, porque a anestesia pode ser reforçada ali mesmo.

Quanto tempo leva

Uma cirurgia sem intercorrências costuma ser rápida, bem mais curta que o tempo total no hospital. Não damos um número fixo: a duração muda com a densidade da catarata, a pupila e a anatomia do olho.

Por que não os dois olhos no mesmo dia

  • Se uma complicação séria ocorrer, ela atinge um olho só.
  • O resultado real do primeiro olho permite refinar o cálculo da lente do segundo.
  • Dá para observar sua adaptação à lente antes de repetir a escolha.

O intervalo entre um olho e outro é definido caso a caso.

Como é o dia da cirurgia

  1. Chegada e conferência

    A enfermagem confere dados, jejum, medicações e qual olho será operado — checagem repetida de propósito.

  2. Preparo e dilatação

    Colírios de dilatação e anestésicos são pingados aos poucos, e faz-se o acesso venoso.

  3. Entrada na sala

    Você deita, é monitorizado e recebe a sedação. A pele é limpa com antisséptico e o rosto recebe campo estéril.

  4. A cirurgia

    Sob o microscópio: incisão, abertura da cápsula, facoemulsificação e implante da lente. Você fica acordado, olhando para a luz.

  5. Alta no mesmo dia

    O olho recebe curativo ou protetor e, após observação, você vai para casa com as receitas.

  6. Primeiro retorno

    Costuma ser no dia seguinte: o curativo sai, a pressão é medida e os colírios são confirmados.

Sala do centro cirúrgico oftalmológico preparada, com microscópio e mesa cirúrgica
Batel, CuritibaHospital de Olhos do Paraná

Onde é feita e quem opera

As cirurgias são realizadas no Hospital de Olhos do Paraná, na Rua Coronel Dulcídio, 199, no Batel, em Curitiba — a mesma estrutura da consulta e dos exames. Conheça o centro cirúrgico.

Quem opera é o Dr. Alexandre Grandinetti, oftalmologista com residência no HC-UFPR e fellowship em Retina e Vítreo no próprio Hospital de Olhos do Paraná. Essa formação pesa por um motivo prático: boa parte do que limita o resultado não está no cristalino, e sim no fundo do olho.

Como é a recuperação

É esperado que a visão fique embaçada e melhore aos poucos, junto com olho vermelho, lacrimejamento, sensação de areia e incômodo com a luz. Há quem perceba as cores mais vivas em 48 horas e quem demore mais.

Você vai usar colírios com horário marcado: em geral um antibiótico por alguns dias e um anti-inflamatório por algumas semanas, em esquema decrescente. Pular doses é causa comum de inflamação prolongada. Também se costuma orientar um protetor ocular para dormir.

Nas primeiras semanas evita-se coçar o olho, água de piscina e de mar, maquiagem, poeira e esforço intenso. A liberação para dirigir e trabalhar depende do exame no retorno e do tipo de atividade: não trabalhamos com prazos fixos. Os óculos novos só são prescritos depois que a visão estabiliza. O dia a dia está em cuidados do pós-operatório.

Riscos e complicações possíveis

É um dos procedimentos mais realizados da medicina e a maioria transcorre bem. Ainda assim, nenhuma cirurgia é isenta de risco, e você tem direito de saber disso antes.

Inflamação

Quando é mais intensa ou demorada, a visão leva mais tempo para clarear e os colírios seguem.

Aumento da pressão ocular

Pode ocorrer nos primeiros dias, muitas vezes sem sintoma. Por isso ela é medida nos retornos.

Edema de córnea

Inchaço que embaça a visão e costuma ceder com tratamento; mais provável em córneas frágeis.

Opacificação da cápsula posterior

A cápsula que sustenta a lente pode opacificar meses ou anos depois. É a catarata secundária, resolvida com capsulotomia com laser YAG, em consultório.

Infecção intraocular

A endoftalmite é rara, porém grave, e pode comprometer a visão de forma permanente. Exige atendimento imediato.

Situações que pedem outra cirurgia

Ruptura da cápsula, restos de cristalino, deslocamento da lente, edema de mácula ou descolamento de retina são incomuns, mas podem exigir nova cirurgia.

O que pode limitar o resultado

A cirurgia devolve a transparência do caminho da luz, mas não trata o que está adiante dele. Se a retina, o nervo óptico ou a córnea já têm doença, a visão final pode ficar aquém do esperado mesmo com uma cirurgia perfeita.

  • Doenças da retina e da mácula — degeneração macular, retinopatia diabética, membrana epirretiniana, buraco de mácula.
  • Glaucoma, quando já houve perda de campo visual, que não se recupera.
  • Doenças da córnea: distrofias endoteliais, cicatrizes, ceratocone.
  • Ambliopia, o olho preguiçoso que vem da infância.

Por isso o mapeamento de retina antes da cirurgia não é burocracia: ele permite dizer com honestidade o que esperar e escolher a lente adequada — algumas alterações da retina desaconselham multifocais. Havendo suspeita na mácula, a tomografia de coerência óptica detalha as camadas; se a catarata impedir ver o fundo do olho, a ecografia ocular avalia a retina.

Convênio, orçamento e consentimento

Convênio

A cobertura varia conforme o plano, a lente e a regra do contrato; algumas lentes envolvem custo adicional mesmo com a cirurgia coberta. A equipe verifica sua situação caso a caso. Veja os convênios atendidos.

Orçamento

Não publicamos valores, porque dependem da lente, da anestesia e da estrutura usada. O orçamento é entregue por escrito antes do agendamento, e você assina o termo de consentimento depois de conversar sobre riscos e alternativas.

Perguntas frequentes sobre a cirurgia

Com o olho anestesiado e a sedação, a expectativa é que você sinta pressão e incômodo com a luz, não dor. Se sentir dor, avise: a anestesia pode ser complementada na hora.

Não. Essa ideia vem da época em que a técnica exigia um cristalino endurecido; hoje cataratas muito densas tornam a cirurgia mais trabalhosa. O momento é definido pelo quanto a visão atrapalha a sua vida.

Não. A cirurgia é ambulatorial e a alta é no mesmo dia. Você precisa de um acompanhante adulto para a volta, já que não poderá dirigir.

Costuma ser curta, mas não damos número fixo: depende da densidade da catarata, da pupila e da anatomia do olho. O tempo no hospital é bem maior, com preparo, dilatação e observação.

Assim uma complicação rara e grave atingiria um olho só, o cálculo da lente do segundo olho pode ser refinado e há tempo de observar sua adaptação.

Leve a lista com as doses e converse com a equipe antes. A maior parte é mantida. Alguns exigem ajuste ou mudam a técnica, como anticoagulantes e remédios para a próstata. Não suspenda nada por conta própria.

Depende da lente e do seu olho. Com uma monofocal, o comum é enxergar bem de longe e usar óculos para perto. Outras lentes aumentam a independência, mas nenhuma garante viver sem óculos.

Muitas vezes sim. A cirurgia costuma melhorar a visão e ainda permite enxergar melhor o fundo do olho para tratar a outra doença. O que precisa ficar claro antes é até onde a visão pode chegar.

Avaliação para cirurgia de catarata em Curitiba

Para planejar a cirurgia de catarata em Curitiba, leve os exames solicitados e a lista de medicamentos. Na consulta, esclareça dúvidas sobre lente intraocular, preparo, acompanhante e retornos para organizar o tratamento de acordo com sua rotina.

O atendimento com o Dr. Alexandre Grandinetti é no Hospital de Olhos do Paraná, na Rua Coronel Dulcídio, 199, Batel. Veja como chegar e se preparar para a consulta.

Quer entender o seu caso antes de decidir?

A equipe ajuda a organizar a consulta, os exames e a conversa sobre lente e convênio. O atendimento é no Batel, em Curitiba.

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