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Urgência em retina

Especialista em descolamento de retina em Curitiba

O Dr. Alexandre Grandinetti atua na avaliação e no tratamento do descolamento de retina em Curitiba. Sintomas súbitos exigem avaliação oftalmológica imediata. Uma sombra que avança pelo campo de visão, flashes ou uma enxurrada de manchas novas são sinais que não esperam. Quanto mais cedo a retina é examinada, mais opções existem.

Avaliação no mesmo diaNão costuma doerQuase sempre em um olho só
Sala preparada para cirurgia de vitrectomia

O que é o descolamento de retina

A retina forra o fundo do olho e converte a luz em sinal elétrico. Fica encostada na parede interna, sobre as camadas que lhe fornecem oxigênio, mantida por adesão — não há costura nem cola.

O descolamento acontece quando esse tecido se separa da parede do olho e passa a flutuar sobre uma lâmina de líquido. Sem sua fonte de nutrição, a retina para de funcionar ali — é o que você percebe como sombra. Se alcança a mácula, o centro da visão também se perde.

É uma urgência oftalmológica: o tempo entre o sintoma e a cirurgia é um dos fatores que mais pesam no resultado.

Como o descolamento costuma se manifestar

Aparecem em sequência, ao longo de horas ou dias, quase sempre em um olho só.

  • Flashes de luz — clarões rápidos, mais visíveis no escuro, pela tração do vítreo sobre a retina.
  • Aumento súbito de manchas — pontos, teias ou uma chuva de pontinhos escuros, que pode ser sangue.
  • Sombra ou cortina — uma parte do campo escurece e a área cresce. É o sinal mais característico.
  • Perda da visão central — quando o descolamento atinge a mácula, a leitura fica comprometida.
  • Ausência de dor — o olho pode estar branco e indolor. Isso não significa que dá para esperar.

Os três tipos de descolamento de retina

Mecanismos diferentes, com tratamentos diferentes — e é aqui que mais se vê confusão de nomes.

Regmatogênico

O mais comum. Surge uma rotura (rasgo) na própria retina e o líquido do vítreo passa por essa abertura para trás dela, descolando-a. Costuma ocorrer depois do descolamento do vítreo posterior, quando o gel se solta e traciona a periferia.

Tracional

Sem rotura: membranas fibrosas sobre a retina se contraem e a puxam para longe da parede do olho. É o tipo típico da retinopatia diabética avançada.

Exsudativo (ou seroso)

Sem rotura e sem tração: acumula-se líquido sob a retina (sub-retiniano), por inflamação, tumor ou doença vascular.

Quem tem mais risco

Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequente após os 40 anos. Aumentam o risco:

  • miopia alta — olhos mais longos têm retina mais fina e mais áreas frágeis na periferia;
  • trauma ocular;
  • cirurgia ocular prévia, especialmente a de catarata;
  • descolamento no outro olho ou histórico familiar;
  • retinopatia diabética, pelo risco de descolamento tracional;
  • lesões predisponentes da periferia, como a degeneração em treliça.

Ter fator de risco não significa que vai acontecer — significa fundo de olho com regularidade e avaliação rápida de sintoma novo.

Como o descolamento é investigado

  1. Mapeamento de retina sob dilatação

    É o exame central. Com a pupila dilatada, percorre-se toda a retina para localizar roturas, medir a extensão do descolamento e ver se a mácula está envolvida. Veja o mapeamento de retina.

  2. Exame do outro olho

    Examinado na mesma consulta: o risco nele é maior, e lesões podem ser tratadas com laser.

  3. Ecografia ocular quando o fundo não é visível

    Com sangue no vítreo ou catarata densa, a ultrassonografia ocular mostra a retina por trás da opacidade e ajuda a planejar a cirurgia.

  4. OCT para avaliar a mácula

    A tomografia de coerência óptica mostra se a mácula está aplicada ou já descolou — o que muda a urgência e a expectativa visual.

Como o descolamento de retina é tratado

O objetivo é sempre o mesmo: selar a rotura e criar aderência entre a retina e a parede do olho. O que define a conduta não é nenhuma "inflamação do vítreo", e sim uma pergunta: já existe descolamento instalado ou apenas uma lesão que ameaça descolar?

Fotocoagulação a laser ou criopexia

Para roturas sem descolamento instalado. Na fotocoagulação a laser, queimaduras controladas criam uma cicatriz que prende a retina em volta do rasgo; na criopexia, o efeito vem do congelamento aplicado por fora. Não corrigem descolamento já instalado — servem para evitá-lo.

Retinopexia pneumática

Uma bolha de gás injetada no vítreo pressiona a retina contra a parede e tampona a rotura, enquanto laser ou criopexia formam a aderência definitiva. Exige posicionamento rigoroso da cabeça por dias e é considerada em casos selecionados, com rotura única e bem localizada. O nome correto é retinopexia — fixação da retina —, não "retinopatia".

Introflexão escleral (faixa ou explante de silicone)

Uma faixa de silicone fixada por fora do olho empurra a parede para dentro. A indentação aproxima a parede da retina descolada e alivia a tração sobre a rotura, selada com criopexia ou laser. A faixa fica no olho, por fora, sem ser visível.

Vitrectomia via pars plana

Por microincisões, o cirurgião remove o vítreo e a tração sobre a retina, drena o líquido de baixo dela, aplica laser nas roturas e preenche a cavidade com um tamponamento: gás, reabsorvido em semanas, ou óleo de silicone, que exige segunda cirurgia para retirada. É a técnica mais usada em roturas múltiplas, sangramento no vítreo, casos tracionais e olhos já operados de catarata. Detalhes na cirurgia de retina (vitrectomia).

No exsudativo a lógica é outra: trata-se a doença que faz o líquido extravasar, com medicação, injeções intravítreas ou laser.

Depois da cirurgia: posicionamento e cuidados

A cirurgia é feita em centro cirúrgico, quase sempre com anestesia local e sedação, com alta no mesmo dia. Depois dela:

  • Posicionamento da cabeça — com gás no olho, manter a posição orientada por alguns dias é o que mantém a bolha empurrando a área tratada.
  • Nada de avião nem de altitude com gás no olho — a bolha se expande quando a pressão atmosférica cai e pode elevar perigosamente a pressão ocular. Avise médicos e anestesistas.
  • Visão embaçada enquanto o gás é absorvido — espera-se ver uma sombra escura que se mexe, como uma linha de água baixando. Em semanas, o líquido do próprio olho ocupa o lugar do gás.
  • Colírios e revisões frequentes no primeiro mês, para acompanhar a retina e a pressão do olho.
  • Sinais de alerta — dor forte, piora súbita da visão ou olho muito vermelho devem ser comunicados imediatamente.

O que influencia o resultado — sem promessas

A cirurgia tem um objetivo anatômico — reaplicar a retina — e outro funcional, menos previsível: recuperar visão. Na maior parte dos casos a retina é reaplicada, mas o quanto a visão melhora varia muito. Pesam nisso:

  • o tempo entre o sintoma e a cirurgia;
  • se a mácula estava descolada ou não — com o centro ainda aplicado, a expectativa é mais favorável;
  • a proliferação vitreorretiniana — membranas cicatriciais que contraem e podem redescolar a retina, causa mais comum de reoperação;
  • a necessidade de mais de uma cirurgia, que acontece em parte dos casos;
  • o estado prévio do olho — miopia alta, diabetes, cirurgias anteriores.

A recuperação é lenta e a visão pode ficar diferente da anterior, com distorção ou mudança no tamanho aparente das imagens. Quem ainda tem o cristalino costuma desenvolver catarata mais cedo após a vitrectomia.

Perguntas frequentes sobre descolamento de retina

É tratável por cirurgia e, na maior parte dos casos, a retina volta a ficar aplicada — mas não se pode prometer quanto da visão retorna. Sem tratamento, tende a evoluir para perda importante e permanente da visão naquele olho.

Não há prazo único, mas trata-se com urgência. Com a mácula ainda aplicada, a cirurgia tem prioridade máxima. Se ela já descolou, a indicação continua — em dias, não em semanas.

Nem sempre. As células de retina perdidas não se recuperam. Muitos pacientes recuperam boa parte da visão, sobretudo quando a mácula não chegou a descolar, mas é comum ficar distorção ou perda de contraste.

A cirurgia em si não dói: anestesia local com sedação na maioria dos casos e, em situações específicas, geral. Ardência e sensação de areia são comuns depois; dor forte não é esperada e deve ser comunicada.

Na maioria dos casos não: algumas horas em observação e alta no mesmo dia, com retorno no dia seguinte. Anestesia geral ou casos complexos podem exigir mais tempo.

Porque a bolha se expande quando a pressão atmosférica cai, o que pode elevar muito a pressão dentro do olho e comprometer a circulação da retina. Vale até o gás ser reabsorvido; com óleo de silicone não se aplica.

O risco no outro olho é maior do que na população geral. Por isso ele é examinado com dilatação na mesma consulta: lesões encontradas ali podem ser tratadas com laser antes de causar problema.

Avaliação de descolamento de retina em Curitiba

Na avaliação do descolamento de retina em Curitiba, o início dos sintomas e os achados do exame orientam a conduta. Se houver sombra, cortina ou perda súbita de visão, procure atendimento oftalmológico no mesmo dia; não aguarde agendamento por mensagem.

O atendimento com o Dr. Alexandre Grandinetti é no Hospital de Olhos do Paraná, na Rua Coronel Dulcídio, 199, Batel. Veja como chegar e se preparar para a consulta.

Notou uma sombra, flashes ou manchas novas?

Esses sinais pedem exame de fundo de olho no mesmo dia. Diante de perda súbita de visão, procure imediatamente um serviço de oftalmologia.

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