O objetivo é sempre o mesmo: selar a rotura e criar aderência entre a retina e a parede do olho. O que define a conduta não é nenhuma "inflamação do vítreo", e sim uma pergunta: já existe descolamento instalado ou apenas uma lesão que ameaça descolar?
Fotocoagulação a laser ou criopexia
Para roturas sem descolamento instalado. Na fotocoagulação a laser, queimaduras controladas criam uma cicatriz que prende a retina em volta do rasgo; na criopexia, o efeito vem do congelamento aplicado por fora. Não corrigem descolamento já instalado — servem para evitá-lo.
Retinopexia pneumática
Uma bolha de gás injetada no vítreo pressiona a retina contra a parede e tampona a rotura, enquanto laser ou criopexia formam a aderência definitiva. Exige posicionamento rigoroso da cabeça por dias e é considerada em casos selecionados, com rotura única e bem localizada. O nome correto é retinopexia — fixação da retina —, não "retinopatia".
Introflexão escleral (faixa ou explante de silicone)
Uma faixa de silicone fixada por fora do olho empurra a parede para dentro. A indentação aproxima a parede da retina descolada e alivia a tração sobre a rotura, selada com criopexia ou laser. A faixa fica no olho, por fora, sem ser visível.
Vitrectomia via pars plana
Por microincisões, o cirurgião remove o vítreo e a tração sobre a retina, drena o líquido de baixo dela, aplica laser nas roturas e preenche a cavidade com um tamponamento: gás, reabsorvido em semanas, ou óleo de silicone, que exige segunda cirurgia para retirada. É a técnica mais usada em roturas múltiplas, sangramento no vítreo, casos tracionais e olhos já operados de catarata. Detalhes na cirurgia de retina (vitrectomia).
No exsudativo a lógica é outra: trata-se a doença que faz o líquido extravasar, com medicação, injeções intravítreas ou laser.