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Retina

Especialista em retinopatia diabética em Curitiba

O Dr. Alexandre Grandinetti realiza avaliação e acompanhamento da retinopatia diabética em Curitiba, no Batel. Dá para ter retinopatia diabética avançada enxergando bem. Por isso o exame de fundo de olho não espera o sintoma — quando ele chega, parte do dano já ocorreu.

Silenciosa no começoFundo de olho periódicoTratamento disponível
Dr. Alexandre Grandinetti durante aula no SIMASP

Por que o acompanhamento importa mesmo sem sintoma

A mensagem central desta página vale mais do que qualquer outra: a retinopatia diabética não avisa. Ela pode estar avançada, com vasos anormais dentro do olho, em alguém que lê o jornal sem dificuldade.

O motivo é anatômico: a doença começa nos pequenos vasos da periferia, longe da mácula, a área central que forma os detalhes. Enquanto a mácula estiver preservada, a visão continua boa ainda que o resto da retina sofra. Quando o sintoma chega, já é consequência de um evento instalado — inchaço no centro da retina, sangramento ou tração.

O que é a retinopatia diabética

O açúcar elevado no sangue por muito tempo danifica os vasos mais finos do corpo, e a retina depende deles. As paredes ficam frágeis e permeáveis: extravasam líquido e gordura, sangram e, em pontos da retina, entopem. Onde o vaso entope, a retina fica sem oxigênio.

A retina reage emitindo um sinal químico que pede vasos novos, mas esses vasos são defeituosos: crescem no lugar errado, sangram com facilidade e vêm com tecido fibroso que puxa a retina. Boa parte dos tratamentos age sobre esse sinal.

As formas da doença

A classificação define o que precisa só de acompanhamento e o que precisa de tratamento.

Não proliferativa

A fase inicial. Há microaneurismas, pequenas hemorragias e extravasamento, mas sem vasos novos. Quase sempre assintomática.

Proliferativa

A fase avançada. Vasos anormais crescem sobre a retina e podem causar hemorragia no olho, descolamento tracional e glaucoma neovascular.

Edema macular diabético

Acúmulo de líquido no centro da retina. Ocorre em qualquer fase e é a principal causa de baixa de visão em quem tem diabetes.

Os sintomas, quando aparecem, já são tardios

Nenhum dos sinais abaixo é um bom sistema de aviso: todos chegam depois que algo já aconteceu. Ainda assim, vale reconhecê-los:

  • Visão embaçada que varia ao longo dos dias, acompanhando a glicemia;
  • Dificuldade para ler e perda de nitidez no centro, típicas do edema macular;
  • Manchas escuras ou uma cortina de pontinhos que surgem de repente — em geral sangue vindo de um vaso anormal;
  • Áreas falhas no campo de visão;
  • Pior desempenho no escuro;
  • Cores mais apagadas.

Vários deles aparecem também em situações banais. Por isso a conduta não muda: quem tem diabetes examina o fundo de olho por rotina.

De quanto em quanto tempo examinar os olhos

Não existe intervalo único para todas as pessoas com diabetes. A frequência é definida pelo oftalmologista e revista a cada consulta: alguns casos seguem em intervalos longos, outros precisam de reavaliação em poucos meses.

O primeiro exame costuma ser pedido já no diagnóstico do tipo 2, porque a doença pode ter evoluído em silêncio, e alguns anos após o diagnóstico do tipo 1. Depois disso, o intervalo depende do conjunto abaixo:

  • O tipo de diabetes e a idade do diagnóstico.
  • Há quanto tempo você convive com a doença — o fator que mais pesa.
  • Os achados do último exame: retina normal e retinopatia moderada têm ritmos diferentes.
  • O controle glicêmico, avaliado pela hemoglobina glicada.
  • Pressão arterial e colesterol descontrolados, que aceleram a doença.
  • Gestação em quem já tinha diabetes, que exige acompanhamento mais próximo.
  • Doença renal do diabetes, que costuma caminhar junto com a retinopatia.
  • Tabagismo, que agrava a doença vascular.

O que depende de você e o que depende do olho

Nenhum tratamento ocular compensa um diabetes descontrolado, e nenhum controle metabólico dispensa o exame de retina.

O cuidado clínico

O controle da glicemia, com o clínico ou o endocrinologista, é a base: reduz o risco de a retinopatia aparecer e desacelera a progressão. Pressão arterial e colesterol controlados somam benefício real.

Parar de fumar e tratar a doença renal também contam. Vale levar à consulta os exames recentes e a hemoglobina glicada.

O cuidado oftalmológico

Do lado do olho, o que muda o desfecho é chegar cedo: a retinopatia tratada na fase certa tem resultado muito melhor do que a tratada depois de uma hemorragia. Na prática, isso é comparecer aos retornos mesmo enxergando bem, comunicar sintomas novos e não interromper um tratamento porque a visão melhorou — o edema macular volta em silêncio.

Sala de exames com equipamentos usados na avaliação da retina

Como a retina é investigada

A avaliação começa com a medida da visão e o exame do fundo de olho sob dilatação da pupila. Os exames de imagem detalham o achado e permitem comparar ao longo dos anos.

  • Mapeamento de retina — identifica microaneurismas, hemorragias, exsudatos e vasos anormais. Veja como é feito.
  • Tomografia de coerência óptica (OCT) — mede a espessura da mácula e detecta o edema macular diabético antes mesmo de ele afetar a visão. Entenda o que o exame mostra.
  • Angiografia com fluoresceína — usa contraste na veia do braço para mapear áreas sem circulação e pontos de vazamento, o que orienta o laser. Veja a angiografia digital de retina.
  • Ecografia ocular — com sangue impedindo a visualização, o ultrassom avalia se a retina está no lugar. Veja a ecografia ocular.

O que esperar do tratamento

O objetivo é preservar a visão e evitar a progressão. Há ganho de visão em várias situações, sobretudo quando o edema macular é tratado antes de causar dano estrutural. Mas não se promete recuperar visão perdida: onde a retina foi lesada de forma definitiva, nenhum tratamento devolve a função das células.

A panfotocoagulação, por exemplo, funciona e tem custo: trata a retina periférica para salvar a visão central e, em troca, pode reduzir o campo lateral e a visão noturna. É um acordo consciente, explicado antes, e melhor do que uma forma proliferativa não tratada.

A retinopatia também não termina: mesmo após um tratamento bem-sucedido, segue acompanhada, porque a doença de base continua.

Perguntas frequentes sobre retinopatia diabética

Precisa. Medir o grau e ler a tabela de letras avalia a visão central, e a retinopatia começa longe dela. É possível enxergar bem e ter alterações importantes no fundo do olho. O exame sob dilatação é o único que mostra essa parte da retina, e por isso é periódico e não sob demanda.

Não dá para responder sem examinar o seu olho, e ninguém deveria garantir uma resposta nos dois sentidos. O que se pode dizer: a maior parte das perdas graves acontece em quem chegou tarde ao diagnóstico ou abandonou o acompanhamento. Com detecção precoce, controle da doença e tratamento no tempo certo, o risco cai muito — e essa parte está com você.

Logo. No tipo 2 o diabetes costuma existir em silêncio por anos, e parte das pessoas já tem retinopatia ao receber o diagnóstico. Por isso o exame é pedido já nessa fase, e o que ele encontrar define quando será o próximo.

Muda. Em quem já tinha diabetes antes de engravidar, a retinopatia pode progredir mais rápido, e o acompanhamento é mais próximo, combinado com o obstetra. O diabetes gestacional, que surge durante a gravidez, não implica o mesmo risco para a retina.

O bom controle reduz o risco de a retinopatia aparecer e desacelera a progressão, mas não desfaz as alterações já instaladas. Por isso controle e acompanhamento caminham juntos, e um não substitui o outro.

Depende da extensão da doença. A panfotocoagulação costuma ser dividida em mais de uma sessão, para reduzir desconforto e inchaço, e o número vem do que o exame e a angiografia mostram. Pode haver sessões complementares se surgirem novas áreas sem circulação.

Pode, e com frequência precisa: a catarata aparece mais cedo em quem tem diabetes e atrapalha o exame da retina. O ponto é a ordem — a retina é avaliada antes, e um edema macular ou uma retinopatia proliferativa ativa são estabilizados primeiro.

Avaliação de retinopatia diabética em Curitiba

Na avaliação da retinopatia diabética em Curitiba, leve os exames de retina, a lista de medicamentos e informações sobre o controle do diabetes. O acompanhamento ocular deve caminhar junto ao cuidado clínico, mesmo quando a visão parece normal.

O atendimento com o Dr. Alexandre Grandinetti é no Hospital de Olhos do Paraná, na Rua Coronel Dulcídio, 199, Batel. Veja como chegar e se preparar para a consulta.

Tem diabetes e está com o fundo de olho atrasado?

A equipe ajuda a organizar a consulta e os exames. O atendimento é no Batel, em Curitiba.

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