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Catarata na infância

Especialista em catarata congênita em Curitiba

O Dr. Alexandre Grandinetti atende crianças com catarata congênita no Batel, em Curitiba, com avaliação e acompanhamento individualizados. Se você notou algo diferente no olhinho do seu bebê, ou acabou de ouvir esse diagnóstico, esta página explica o que está acontecendo, por que o tempo importa e como é o tratamento.

Avaliação sem demoraAtendimento de criançasAcompanhamento com a família
Dr. Alexandre Grandinetti apresentando caso de catarata pediátrica em congresso

O que é a catarata congênita

Dentro do olho existe uma lente natural, o cristalino. Quando ela já nasce opaca, ou fica opaca nos primeiros meses de vida, chamamos isso de catarata congênita: uma condição incomum, mas que está entre as causas evitáveis de baixa visão na infância.

A palavra é a mesma usada para a catarata do idoso, e o problema é outro. No adulto, o olho já aprendeu a enxergar: a visão tende a voltar quando a lente é substituída. No bebê, olhos e cérebro ainda aprendem a ver juntos, e esse aprendizado depende de imagens nítidas — a opacidade nessa fase interrompe o desenvolvimento da visão. Daí a urgência.

Quando é só de um olho, é mais difícil perceber

O bebê usa o olho bom e parece enxergar normalmente, sem ter como avisar que vê mal de um lado. E nem toda catarata vai para a cirurgia: opacidades pequenas podem ser só acompanhadas.

O que observar em casa

Sinais que os pais podem notar

Nenhum fecha um diagnóstico sozinho. Todos merecem consulta sem demora.

Reflexo esbranquiçado na pupila

A pupila, normalmente escura, aparece esbranquiçada — é a leucocoria. Em fotos com flash, um olho fica vermelho e o outro apagado; muitas famílias percebem assim.

O bebê não fixa nem acompanha

Não segue rostos nem objetos com o olhar, ou demora a responder visualmente.

Estrabismo

Um olho desvia de forma constante. Pode ser a primeira manifestação de um olho que vê mal.

Movimentos involuntários dos olhos

Os olhos oscilam sem controle. Esse nistagmo sugere visão baixa nos dois olhos.

O teste do olhinho e por que ele existe

O teste do reflexo vermelho, o teste do olhinho, é rápido, não dói e não encosta nada no olho. O examinador ilumina os olhos do bebê a certa distância: se tudo está transparente, o reflexo que volta da retina é avermelhado e igual dos dois lados; se houver algo opaco no caminho, ele fica esbranquiçado ou diferente.

Um teste normal na maternidade não encerra o assunto

O teste é feito na maternidade e repetido nas consultas do pediatra, porque parte das cataratas aparece depois do nascimento. Se surgir algum sinal em casa, procure avaliação mesmo com um teste anterior normal. E nem todo reflexo alterado é catarata: o passo seguinte é a consulta com o olho dilatado.

De onde vem a catarata congênita

Vale dizer com todas as letras, porque quase toda família pergunta: não se trata de algo que a mãe fez ou deixou de fazer. Em boa parte das crianças a causa não é identificada; quando há, costuma ser uma destas:

  • Hereditária ou familiar — por isso costuma-se examinar pais e irmãos.
  • Infecções na gestação — rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus, sífilis.
  • Alterações metabólicas, como a galactosemia.
  • Alterações genéticas e síndromes, com outros achados associados.
  • Alterações do desenvolvimento do olho e traumas.

Por que o tempo importa tanto

Ver não é só ter o olho em ordem: é ter um cérebro que aprendeu a interpretar o que o olho envia, e isso acontece nos primeiros anos de vida. Quando um olho manda imagens embaçadas, o cérebro passa a dar menos atenção a ele — é a ambliopia, popularmente o olho preguiçoso.

A opacidade o cirurgião consegue remover; o desenvolvimento visual perdido é muito mais difícil de recuperar. Por isso a catarata densa do bebê costuma ser tratada já nas primeiras semanas ou meses de vida. Casos descobertos mais tarde também se beneficiam do tratamento — só não vale adiar a avaliação.

Caminho do cuidado

Do diagnóstico ao acompanhamento

  1. A suspeita aparece

    Um teste do olhinho alterado ou um sinal notado em casa.

  2. Consulta com o olho dilatado

    O exame mostra se existe opacidade, onde está e quanto bloqueia a luz.

  3. Exames quando necessário

    Se não dá para ver o fundo do olho, a ecografia ocular avalia a retina por ultrassom.

  4. Decisão sobre a cirurgia

    Momento e técnica dependem da idade e do quanto a visão está bloqueada.

  5. Correção do grau logo depois

    Sem o cristalino, o olho precisa de grau: óculos ou lente de contato.

  6. Reabilitação visual e retornos

    Oclusão quando indicada, ajuste do grau e controle da pressão do olho, por anos.

A cirurgia da criança não é a cirurgia do adulto

Quase tudo em volta muda quando o paciente é um bebê.

PontoNo adultoNo bebê e na criança pequena
AnestesiaEm geral local, com sedação.Anestesia geral, com equipe e estrutura preparadas para crianças.
Lente intraocularImplantada na grande maioria dos casos.Depende da idade: em bebês muito pequenos pode-se implantar só mais tarde, porque o olho ainda vai crescer.
AcompanhamentoRetornos ao longo de algumas semanas.Anos de retornos, com atenção ao glaucoma e à opacificação da cápsula.

O tratamento não acaba na cirurgia

Uma coisa precisa ficar clara: a cirurgia é o começo do tratamento, não o fim. Ela devolve a passagem da luz até a retina; ensinar o cérebro a usar aquela imagem leva anos e acontece em casa.

Correção óptica e oclusão

Um olho sem cristalino não foca sozinho, e o grau muda conforme a criança cresce. E quando um olho enxerga melhor, o cérebro escolhe o melhor: tapar o olho bom algumas horas por dia é o que força o olho operado a trabalhar. É trabalhoso, mas é o que mais influencia a visão final.

O que se pode e o que não se pode prometer

O resultado varia e depende de fatores fora do alcance da técnica: a idade em que a catarata foi tratada, se um ou os dois olhos foram atingidos e a adesão à reabilitação. Há crianças que desenvolvem visão bastante funcional e há situações em que ela permanece limitada. O compromisso possível é outro: diagnóstico sem demora e acompanhamento constante. E quem sustenta a rotina em casa é a família: conte na consulta quando não estiver dando certo.

Perguntas que as famílias costumam fazer

Pode. Parte das cataratas aparece depois do nascimento, e o teste avalia o momento em que é feito. Se notar algum sinal em casa, procure avaliação.

A opacidade é removida pela cirurgia. Mas a visão que a criança vai desenvolver depende do que vem depois: correção do grau, tratamento da ambliopia e retornos.

Quase todas as famílias perguntam isso, e a resposta costuma ser não: em boa parte dos casos não se identifica causa, e nas causas conhecidas não havia nada a controlar.

É feita sob anestesia geral, com a criança dormindo e sem dor. A avaliação pré-anestésica é a hora de perguntar tudo à equipe: jejum, medicações, recuperação.

Depende da idade. Em crianças maiores, o implante de lente intraocular costuma ser feito na mesma cirurgia; em bebês pequenos pode-se implantar depois.

Quando há diferença de visão entre os olhos, a oclusão estimula o olho mais fraco. A resistência inicial é esperada; se estiver impossível, conte na consulta em vez de parar sozinho.

O cristalino retirado não volta. A cápsula que o envolvia pode ficar opaca com o tempo — na criança isso é frequente, e por isso ela costuma ser tratada na própria cirurgia.

Avaliação de catarata congênita em Curitiba

Para a consulta de catarata congênita em Curitiba, leve os exames e relatórios da criança e informe quando a alteração foi percebida. A avaliação considera a idade, a visão e a necessidade de acompanhamento após o tratamento.

O atendimento com o Dr. Alexandre Grandinetti é no Hospital de Olhos do Paraná, na Rua Coronel Dulcídio, 199, Batel. Veja como chegar e se preparar para a consulta.

Notou algo diferente no olhinho do seu filho?

A equipe do consultório ajuda a organizar a consulta e a orientar sobre os exames. O atendimento é no Batel, em Curitiba, e inclui crianças.

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