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Retina na infância

Especialista em retinopatia da prematuridade em Curitiba

O Dr. Alexandre Grandinetti acompanha a retina de bebês prematuros em Curitiba, com exames e retornos definidos conforme a avaliação de cada criança. Se o seu bebê nasceu prematuro e alguém falou em exame de olhos, esta página é para você: o que é a doença, por que o exame importa e o que acontece em cada etapa.

Atendimento de criançasAcompanhamento continuado
Dr. Alexandre Grandinetti apresentando caso de catarata pediátrica em congresso

O que é e por que acontece

Os vasos que irrigam a retina do bebê crescem do centro para a periferia durante a gestação e só terminam perto do fim dela. Quando o parto acontece antes, esse crescimento é interrompido no meio do caminho.

Fora do útero o ambiente é outro, e a retina pode voltar a formar vasos de maneira desorganizada. Esses vasos novos são frágeis e, nos casos mais graves, formam tecido que puxa a retina e pode descolá-la. É isso que se chama retinopatia da prematuridade, ou ROP.

Duas informações costumam tranquilizar. A primeira: a maior parte dos casos é leve e regride sozinha. A segunda: os casos que precisam de tratamento têm hora certa para serem tratados — e é por isso que o exame de rotina existe, mesmo com o bebê bem.

Quem precisa fazer o exame

O rastreamento é indicado pela história do nascimento, não por sintomas: o bebê com ROP não chora de dor nem dá qualquer sinal externo.

  • Bebês nascidos prematuros, isto é, antes do tempo previsto de gestação.
  • Bebês com baixo peso ao nascer.
  • Bebês com intercorrências no período neonatal, como necessidade de oxigênio, problemas cardiorrespiratórios ou infecções.
  • Os critérios exatos de idade gestacional e peso são definidos pelo protocolo do serviço de neonatologia junto com o oftalmologista. Se o seu bebê ficou internado, pergunte à equipe se ele já foi incluído.
  • Na dúvida, examine: ficar de fora do rastreio é o único cenário realmente ruim.

Quando e como é o exame

  1. Ainda na UTI neonatal

    O primeiro exame costuma ser feito nas primeiras semanas de vida, com o bebê ainda internado. A data é definida pela equipe, combinando a idade do bebê com a que ele teria se ainda estivesse na gestação.

  2. Com dilatação da pupila

    Colírios pingados com antecedência dilatam a pupila. É o que permite ver a periferia da retina, onde a doença começa.

  3. Mapeamento de retina indireto

    O médico usa uma lente e uma luz na cabeça para examinar todo o fundo do olho, com um pequeno afastador mantendo as pálpebras abertas. Dura poucos minutos.

  4. O bebê incomoda, mas passa

    A luz é forte e o afastador incomoda: é comum o bebê chorar. Com colírio anestésico e medidas de conforto, ele se acalma logo depois.

  5. Repetições até liberar

    O exame é repetido em intervalos definidos pelo que foi encontrado, até os vasos terminarem de se formar ou a doença regredir. Quem dá alta do rastreio é o oftalmologista, não a alta hospitalar.

O que os estágios querem dizer

Você vai ouvir palavras como estágio, zona e doença plus. Em linguagem simples:

TermoO que significa
Estágio 1Uma linha fina marca onde a retina com vasos encontra a parte sem vasos. Costuma regredir sozinha.
Estágio 2Essa linha ganha volume e vira uma crista elevada. Também pode regredir sozinha.
Estágio 3Vasos novos e frágeis crescem da crista em direção ao gel do olho. É quando o tratamento entra em discussão.
Estágio 4Parte da retina começa a se descolar, puxada por esse tecido.
Estágio 5O descolamento se torna total: a situação mais grave e a mais rara.
ZonaEm que região da retina a doença está. Quanto mais central, mais atenção exige.
Doença plusVasos dilatados e tortuosos: sinal de doença ativa, que pesa tanto quanto o estágio.

Tratamento, quando ele é indicado

A maior parte dos bebês examinados não precisa de tratamento: apenas de acompanhamento até os vasos terminarem de crescer. Quando ele é indicado, o objetivo é interromper a doença antes que ela puxe a retina.

Fotocoagulação a laser

A aplicação de laser trata a área da retina sem vasos, de onde parte o estímulo anormal. É a opção mais consolidada, com décadas de uso.

Injeção intravítrea de anti-VEGF

Em casos selecionados, sobretudo com a doença na região central da retina, pode-se optar por uma injeção intravítrea de antiangiogênico. Ela age rápido e poupa a retina periférica, mas exige seguimento mais longo.

Cirurgia

Quando a retina já se descolou, entra a cirurgia de retina, reservada aos quadros avançados e com objetivo mais limitado: preservar o que for possível.

A escolha depende do estágio, da zona e da doença plus, e é discutida com a família antes.

Depois da alta, o acompanhamento continua

Por que continuar indo ao oftalmologista

Mesmo com a ROP totalmente regredida, quem nasceu prematuro tem mais chance de desenvolver outras condições na infância:

  • miopia e outros graus, às vezes altos e de aparecimento precoce;
  • estrabismo, quando os olhos deixam de trabalhar alinhados;
  • ambliopia, o chamado olho preguiçoso, que se trata bem quando é descoberto cedo.

Nenhuma delas dá sintoma que a criança saiba relatar. Por isso o seguimento é periódico.

O papel da família

  • Guarde os relatórios dos exames feitos na UTI e leve-os às consultas.
  • Anote a data do próximo retorno ao sair da consulta.
  • Observe se a criança desvia um olho, aproxima demais os objetos, franze os olhos ou inclina a cabeça.
  • Conte a história do nascimento a qualquer médico que atender a criança, mesmo anos depois.
  • Faça as perguntas que tiver: entender o que está sendo acompanhado diminui a angústia da espera.

Perguntas que os pais costumam fazer

Não para a ROP. O teste do olhinho é importante e detecta problemas como a catarata congênita, mas não enxerga a periferia da retina, onde a ROP começa. Para isso é preciso o mapeamento de retina sob dilatação: um teste do olhinho normal não afasta a ROP.

Na grande maioria dos casos, não. A maior parte das crianças examinadas nunca precisa de tratamento, e entre as que precisam, a maioria evolui bem quando ele é feito na hora certa. A perda grave está ligada aos casos que chegam tarde.

Ele incomoda. A luz é forte, o afastador das pálpebras desconforta e é comum o bebê chorar durante os poucos minutos do exame. Com colírio anestésico e conforto, ele se acalma logo depois, e não fica dor.

Sim. Sem dilatação só se enxerga o centro do fundo do olho, e a doença começa pela borda. A pupila fica dilatada por algumas horas, com o bebê mais sensível à luz.

A ROP em si, sim. Mas a criança segue precisando de acompanhamento oftalmológico na infância, pelo risco maior de miopia, estrabismo e ambliopia.

Em geral sim, e cada operadora tem suas exigências de autorização. A equipe orienta o que reunir. Veja os convênios atendidos.

Acompanhamento da retinopatia da prematuridade em Curitiba

Para o acompanhamento da retinopatia da prematuridade em Curitiba, leve o resumo de alta da maternidade e os exames anteriores. A idade gestacional e os resultados já documentados ajudam a organizar os próximos exames dentro dos prazos indicados.

O atendimento com o Dr. Alexandre Grandinetti é no Hospital de Olhos do Paraná, na Rua Coronel Dulcídio, 199, Batel. Veja como chegar e se preparar para a consulta.

Precisa agendar o exame de retina do seu bebê?

A equipe ajuda a encaixar a consulta na janela recomendada e orienta sobre a dilatação. O atendimento é no Batel, em Curitiba.

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