Logo atrás da íris existe uma lente natural: o cristalino. Ele é transparente e ajuda a projetar uma imagem nítida na retina, no fundo do olho.
Ele é feito quase só de proteínas organizadas de um jeito muito preciso — é essa organização que o mantém transparente. Com as décadas, as proteínas se agrupam e a lente perde transparência, endurece e amarela. Essa perda de transparência é a catarata.
Por que a visão embaça
A luz que deveria atravessar limpa passa a ser espalhada dentro do olho. Em vez de um ponto nítido na retina, chega uma imagem com contraste reduzido — como olhar por um vidro fosco. Daí a queixa ser “está tudo sem definição”, e não “não enxergo”.
Por que os brilhos aumentam
A mesma opacidade espalha a luz de fontes pontuais: faróis, postes e lâmpadas ganham um halo em volta e chegam a ofuscar. Por isso muita gente percebe o problema primeiro dirigindo à noite.
Por que as cores mudam
O núcleo do cristalino amarela e passa a funcionar como um filtro: os azuis perdem intensidade e os brancos ficam com um tom de creme. A mudança é tão gradual que muitos só a percebem depois da cirurgia do primeiro olho, comparando os dois lados.
É um processo gradual
Na forma mais comum, a catarata acompanha o envelhecimento do cristalino e leva anos para se instalar. Aparece nos exames antes de incomodar, em geral nos dois olhos e em graus diferentes.