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Exames · Córnea

Microscopia especular de córnea

Quantas células restam na camada que mantém a sua córnea transparente? É a essa pergunta que este exame responde.

Sem contato com o olho
Espaço de espera do consultório no Batel, em Curitiba

O que é e para que serve

A camada mais interna da córnea chama-se endotélio. É uma fileira única de células que funciona como bomba: elas retiram o excesso de água e é isso que mantém a córnea transparente. Se a bomba enfraquece, a córnea incha e a visão embaça.

A microscopia especular fotografa essa camada e conta as células numa pequena área. Além do número, avalia forma e tamanho: células muito desiguais indicam uma camada sob estresse, mesmo com contagem ainda aceitável.

Por que essa contagem importa tanto

O endotélio não se regenera. Nascemos com um número de células e ele só diminui. Quando algumas morrem, as vizinhas se espalham para cobrir o espaço — mas ninguém repõe. A reserva é finita.

Qualquer cirurgia dentro do olho consome parte dessa reserva, inclusive a de catarata. Saber o ponto de partida permite escolher a técnica, conversar com franqueza sobre a recuperação e antecipar o risco de a córnea inchar depois.

É também o instrumento de acompanhamento nas distrofias de córnea, como a de Fuchs, em olhos já operados e depois de traumas ou inflamações.

Como é realizado

  1. Nada encosta no olho

    A microscopia especular de rotina é feita à distância, sem contato e sem anestésico.

  2. Sem dilatar a pupila

    O exame avalia a córnea, não o fundo do olho. Dilatação só se outro exame do dia exigir.

  3. Você apoia queixo e testa

    A equipe pede que você olhe para um ponto de luz e pisque bem antes da captura.

  4. A foto e a contagem

    Um clarão rápido registra a camada. O aparelho conta as células e analisa a forma de cada uma.

  5. Duração

    Poucos minutos para os dois olhos, com repetições se a imagem sair pouco nítida.

Preparo

Não há preparo especial. As orientações específicas do seu caso vêm da equipe no agendamento, porque dependem dos outros exames marcados para o mesmo dia.

  • Leve documento com foto, o pedido médico e a carteirinha do convênio.
  • Leve a lista de colírios e medicamentos e informe cirurgias oculares anteriores.
  • Se você usa lente de contato, avise a equipe ao agendar. A lente altera a superfície da córnea; é a equipe quem define o tempo de pausa antes do exame.
  • Se houver exame com dilatação no mesmo dia, vá acompanhado e leve óculos escuros.
  • Não suspenda medicamento por conta própria: qualquer mudança vem da equipe ou do médico.

Perguntas frequentes

Não. As células que morrem não são repostas: as vizinhas apenas se alargam para cobrir o espaço. Por isso a contagem é tratada como uma reserva.

Nem sempre. Ela muda o planejamento: a técnica, os cuidados no procedimento e a conversa sobre a recuperação. Em casos limítrofes a decisão é individual e discutida na consulta.

Porque a contagem cai com a idade, com doenças da córnea, com o uso prolongado de lente de contato e após traumas. Ter o valor antes de qualquer cirurgia é o que permite comparar depois.

Depende do motivo. Em olho saudável não há repetição de rotina. Na distrofia de Fuchs ou em olho já operado o acompanhamento é periódico, com intervalo definido pelo médico.

Sozinho, não. Ele mostra a reserva e a tendência ao longo do tempo. A indicação de transplante depende também dos sintomas, da espessura da córnea e do exame clínico.

Vai operar catarata e precisa dos exames do pré-operatório?

A equipe organiza os exames num mesmo dia sempre que possível. O atendimento é no Batel, em Curitiba.

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