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Catarata

Lentes intraoculares para catarata em Curitiba

Em Curitiba, o Dr. Alexandre Grandinetti orienta a escolha da lente intraocular conforme os exames dos olhos e as necessidades de cada paciente. Na cirurgia de catarata, a lente que entra no lugar do cristalino fica no olho para sempre. Entender o que cada tipo entrega — e o que cobra em troca — ajuda a decidir com calma.

Implante permanenteEscolha individual
Centro cirúrgico equipado para cirurgia de catarata por facoemulsificação

O que é a lente intraocular

A lente intraocular, ou LIO, é a lente artificial implantada durante a cirurgia de catarata para ocupar o lugar do cristalino retirado. Ela entra dobrada pela mesma incisão de poucos milímetros, abre-se dentro do olho e fica apoiada na cápsula que o cirurgião preserva de propósito.

O material mudou muito. As primeiras lentes eram rígidas, de polimetilmetacrilato (PMMA), e exigiam incisões grandes. Hoje as mais usadas são dobráveis, de acrílico hidrofóbico ou hidrofílico, e a maioria filtra radiação ultravioleta.

Duas coisas importam para quem vai operar:

  • A lente não tem prazo de validade e não se desgasta com o uso. Não existe troca de rotina a cada tantos anos.
  • Ela é feita para permanecer estável no lugar. Deslocamentos são incomuns, mas podem acontecer — em traumas, em olhos muito míopes ou quando o suporte capsular é frágil — e às vezes exigem reposicionamento cirúrgico.

Os tipos, explicados pela experiência de uso

Em vez do jargão, o que interessa é: com essa lente, o que você vai enxergar sem óculos, e o que vai continuar precisando de óculos?

Monofocal

Foca bem em uma distância, em geral longe. É a lente de comportamento mais previsível. Você costuma usar óculos para perto.

Foco estendido

Estica a faixa de foco de longe até o intermediário — painel do carro, tela do computador. Para letras miúdas, óculos ainda costumam ser necessários.

Multifocal ou trifocal

Divide a luz em mais de um foco e dá mais independência de óculos. Em troca, é comum ver halos e brilhos ao redor de luzes à noite, sobretudo no começo.

Tórica

Corrige o astigmatismo da córnea. Não é um tipo à parte: existe lente monofocal tórica, de foco estendido tórica e multifocal tórica.

O que cada tipo tende a entregar

Nenhuma linha desta tabela é uma promessa individual: o resultado depende também da retina, da córnea e do formato do seu olho.

TipoO que tende a entregarO que costuma exigir em troca
MonofocalVisão nítida e de bom contraste em uma distância, normalmente longeÓculos para perto e, muitas vezes, para o intermediário
Foco estendidoFaixa contínua de longe até o intermediárioÓculos para leitura prolongada; pode haver halos discretos
Multifocal / trifocalLonge, intermediário e perto com mais independência de óculosHalos e brilhos noturnos, contraste um pouco menor, semanas de adaptação
TóricaCorreção do astigmatismo, combinada a qualquer um dos tipos acimaCórnea regular e posicionamento preciso; raramente exige reposicionamento

A melhor lente é a que combina com os seus olhos e com a sua rotina

Não existe lente superior em abstrato. A lente certa é a que atende ao seu olho e ao que você faz com ele. Um motorista que roda à noite, um contador que passa o dia na planilha e alguém que só quer ler o jornal de manhã se dão melhor com escolhas diferentes.

Quando lentes multifocais costumam ser desaconselhadas

Lentes que dividem a luz em vários focos exigem um olho em boas condições para funcionar bem. Costumam ser evitadas quando existe:

  • Doença da mácula — degeneração macular, membrana epirretiniana, edema macular do diabetes —, porque o contraste já está comprometido;
  • Glaucoma com perda de campo visual;
  • Córnea irregular, como no ceratocone, em cicatrizes ou após algumas cirurgias refrativas;
  • Pupila muito grande ou queixa importante de ofuscamento noturno;
  • Uma expectativa de perfeição que a tecnologia não alcança.

É por isso que o mapeamento de retina e, quando indicado, a tomografia de coerência óptica entram na conversa sobre lentes, e não só na conversa sobre a cirurgia.

Como a escolha é feita na prática

  1. Medida do olho

    A biometria óptica mede o comprimento do olho e a curvatura da córnea para calcular o grau da lente. Se a catarata for densa demais para a luz atravessar, usa-se a ecobiometria ultrassônica.

  2. Avaliação da córnea

    A topografia mostra o astigmatismo e sua regularidade; a microscopia especular avalia as células endoteliais.

  3. Avaliação da retina

    O fundo de olho define o que é possível esperar de visão e se lentes multifocais estão liberadas para o seu caso.

  4. Conversa sobre a sua rotina

    Quanto você dirige à noite, quantas horas fica em telas, se lê muito, se topa usar óculos para alguma tarefa e o que mais incomodaria no resultado.

  5. Decisão em conjunto

    O médico apresenta as opções compatíveis com o seu olho, com vantagens, limitações e cobertura, e a escolha é feita junto com você.

Expectativa realista e neuroadaptação

Com lentes de foco estendido e multifocais, o cérebro precisa aprender a lidar com mais de uma imagem ao mesmo tempo. Esse processo se chama neuroadaptação e leva tempo: halos, brilhos e a sensação de que a visão "não fechou" costumam incomodar mais nas primeiras semanas e diminuir depois, à medida que o cérebro passa a ignorar o foco que não interessa.

Duas ressalvas honestas:

  • A adaptação não é igual para todos. A maioria se adapta bem; uma minoria continua incomodada com os halos noturnos, e em casos raros isso motiva a troca da lente.
  • O olho também pode precisar de ajuste fino depois. Uma sobra de grau pode ser corrigida com óculos ou, em situações selecionadas, com outro procedimento.

Vale ainda lembrar que a opacificação da cápsula posterior — a chamada catarata secundária — pode embaçar a visão meses ou anos depois, com qualquer tipo de lente. Ela se resolve com capsulotomia com laser YAG, feita em consultório.

Perguntas frequentes sobre as lentes

Não. Ela permanece no olho definitivamente, não se desgasta e não tem prazo de validade: não existe troca de rotina. Trocas ocorrem apenas em situações específicas, como deslocamento da lente, grau inadequado ou má adaptação persistente a uma multifocal.

Tem. O grau é calculado a partir das medidas do seu olho: comprimento, curvatura da córnea e profundidade da câmara anterior. O cálculo é preciso, mas não exato — pode sobrar um pequeno grau residual, corrigido com óculos.

A lente não é comprada em ótica nem separadamente pelo paciente: é fornecida pelo hospital da cirurgia, conforme a especificação do cirurgião. Quando o plano não cobre o modelo indicado, o custo adicional é informado por escrito antes do agendamento.

É incomum, mas possível. O risco é maior em traumas, olhos muito míopes e quando o suporte capsular é frágil. Costuma haver queda ou distorção da visão, e o tratamento é o reposicionamento ou a troca da lente.

Em geral são desaconselhadas para quem tem doença da mácula, glaucoma com perda de campo visual, córnea irregular ou muito ofuscamento noturno. Nesses casos, uma monofocal ou uma de foco estendido costuma dar uma visão mais confortável.

A neuroadaptação costuma levar semanas e seguir melhorando por alguns meses; halos e brilhos noturnos incomodam mais no começo. A maioria se adapta bem, mas uma minoria segue incomodada — por isso a conversa sobre expectativa vem antes da cirurgia.

Não necessariamente. A cobertura varia conforme o plano, e lentes de tecnologia avançada costumam envolver custo adicional mesmo com a cirurgia coberta. A equipe verifica sua situação antes de agendar. Veja os convênios atendidos.

Escolha da lente intraocular em Curitiba

Na consulta sobre lentes intraoculares em Curitiba, converse sobre leitura, uso de telas, direção e tolerância aos óculos. O planejamento considera também a córnea e a retina, além das possibilidades e limitações de cada lente.

O atendimento com o Dr. Alexandre Grandinetti é no Hospital de Olhos do Paraná, na Rua Coronel Dulcídio, 199, Batel. Veja como chegar e se preparar para a consulta.

Ainda em dúvida sobre qual lente escolher?

A escolha é feita depois dos exames e de uma conversa sobre a sua rotina. A equipe organiza a avaliação no Batel, em Curitiba.

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