Nenhum número de acuidade visual obriga, sozinho, a operar. A decisão nasce de dois dados: o quanto a catarata aparece no exame e o quanto ela atrapalha a sua vida. Quem dirige à noite sente o problema muito antes de quem sai pouco de casa.
Sinais de que a conversa sobre cirurgia faz sentido
- Atividades de que você gosta ficaram difíceis: dirigir, ler, costurar, reconhecer rostos.
- O óculos novo não resolve mais, ou o grau muda a cada poucos meses.
- O ofuscamento virou um problema de segurança.
- A diferença entre os dois olhos ficou grande o bastante para incomodar.
Quando o exame pesa mais do que o sintoma
Às vezes a indicação não parte do desconforto. É o caso de quando a opacidade impede acompanhar uma doença de retina: em quem tem retinopatia diabética, não enxergar o fundo do olho atrasa o tratamento. Há também cataratas avançadas que interferem na pressão do olho.
O que a cirurgia resolve e o que não resolve
A cirurgia remove o cristalino opaco e coloca uma lente intraocular no lugar, devolvendo a transparência do caminho da luz. Ela não trata retina, nervo óptico nem córnea. Se o mapeamento mostrar uma degeneração macular, a visão pode melhorar e ainda assim não chegar onde chegaria num olho sem essa alteração.
Definida a indicação, veja como é a cirurgia e qual lente intraocular faz sentido.