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Catarata

Cirurgia de catarata a laser em Curitiba

Em Curitiba, o Dr. Alexandre Grandinetti orienta a avaliação para cirurgia de catarata e discute quando o laser de femtossegundo pode participar do procedimento. O laser de femtossegundo assume algumas etapas da cirurgia de catarata. Esta página explica quais são, o que ele não substitui e o que os estudos mostram até aqui — sem prometer superioridade.

Informação sem promessaEscolha individual
Sala do centro cirúrgico com o laser de femtossegundo usado na cirurgia de catarata

O que é a cirurgia de catarata a laser

Quando se fala em "catarata a laser", fala-se da cirurgia de catarata assistida por laser de femtossegundo, conhecida pela sigla FLACS. O femtossegundo é um laser de pulsos ultracurtos, capaz de cortar tecido com muita precisão e sem gerar calor relevante ao redor.

A ideia é simples: algumas etapas que o cirurgião faz com instrumentos manuais passam a ser feitas pelo laser, guiado por um sistema de imagem que mapeia o olho no próprio momento da cirurgia. Depois dessas etapas, a cirurgia segue exatamente como a convencional — com a facoemulsificação e o implante da lente intraocular.

As etapas que o laser pode assumir

  1. As incisões na córnea

    O laser cria a abertura por onde os instrumentos entram, com geometria planejada no computador. Pode também fazer incisões destinadas a reduzir parte do astigmatismo.

  2. A abertura da cápsula anterior

    A capsulorrexe, a janela circular na membrana que envolve o cristalino, é feita pelo laser, o que torna o tamanho e o formato mais reprodutíveis.

  3. A fragmentação do cristalino

    O laser divide a catarata em pedaços antes da aspiração, o que costuma reduzir a quantidade de energia de ultrassom necessária em seguida.

  4. E então segue a cirurgia convencional

    O paciente é levado para a etapa de facoemulsificação: os fragmentos são aspirados e a lente intraocular é implantada, como em qualquer cirurgia de catarata.

O que o laser não faz

Não substitui a facoemulsificação

Depois do laser, o cristalino ainda precisa ser aspirado com a ponteira de ultrassom. A cirurgia não passa a ser "só laser".

Não dispensa a lente intraocular

O cristalino continua sendo retirado, e uma lente intraocular continua sendo implantada no lugar dele.

Não é o laser de outras doenças

O femtossegundo não tem relação com o laser de fotocoagulação, usado em doenças da retina, nem com o laser YAG, usado na catarata secundária.

O que a evidência mostra hoje

Esta é a parte que costuma ser omitida nos textos publicitários, e é a que mais importa para quem está decidindo.

Revisões sistemáticas que compararam a cirurgia assistida por laser de femtossegundo com a facoemulsificação convencional — incluindo uma revisão Cochrane — não demonstraram superioridade do laser no resultado visual final. Também não se estabeleceu vantagem consistente em taxas de complicação, e a certeza da evidência é considerada baixa a moderada em vários desfechos.

O que os estudos observam é outra coisa: o laser tende a tornar certas medidas intermediárias mais reprodutíveis — a abertura da cápsula mais regular, menos energia de ultrassom usada. São dados técnicos reais, mas que, até aqui, não se traduziram em uma visão melhor ao fim do tratamento.

Isso não significa que o laser seja ruim, nem que a técnica manual seja antiquada. Significa que as duas são consideradas seguras e eficazes, e que a escolha entre elas não deve ser vendida como escolha entre o moderno e o ultrapassado. A cirurgia de catarata convencional é um dos procedimentos com melhores resultados de toda a medicina.

Em que situações a técnica pode ser considerada

A conversa é individual, mas alguns cenários costumam entrar na avaliação:

  • Olhos em que a abertura muito regular da cápsula ajuda no posicionamento de determinadas lentes.
  • Cataratas densas, em que reduzir a energia de ultrassom pode ser desejável — sobretudo com córnea frágil.
  • Situações em que se planejam incisões para tratar parte do astigmatismo.
  • Pacientes que compreendem que a técnica envolve custo adicional, em geral não coberto por planos de saúde.
  • Casos em que o olho permite o acoplamento do equipamento: pupila adequada, ausência de opacidades importantes da córnea e capacidade de cooperar com o posicionamento.

Por que a escolha da técnica é conversada na consulta

A técnica é apenas uma das variáveis, e raramente é a decisiva. O que mais influencia o resultado visual é a avaliação antes da cirurgia: a medida do olho, o estado da córnea, o astigmatismo, a condição da retina e a lente escolhida para a sua rotina.

Na consulta, o que se discute é: a sua indicação, as condições do seu olho, a lente que faz sentido, o que cada caminho custa e o que ele muda — ou não muda — no resultado esperado. Se alguém apresentar uma técnica como garantia de visão melhor, desconfie: nenhuma tecnologia elimina o risco cirúrgico nem garante resultado.

Perguntas frequentes sobre a catarata a laser

A evidência disponível não sustenta essa afirmação. Revisões sistemáticas, incluindo uma revisão Cochrane, não demonstraram superioridade do laser de femtossegundo sobre a facoemulsificação convencional no resultado visual final. As duas técnicas são consideradas seguras e eficazes.

Não. O laser assume algumas etapas — incisões, abertura da cápsula anterior e fragmentação do cristalino. Depois disso, o cristalino ainda é aspirado por facoemulsificação e a lente intraocular é implantada, como em qualquer cirurgia de catarata.

Não. São coisas diferentes. A fotocoagulação a laser trata doenças da retina, como lesões periféricas e alterações da retinopatia diabética: ela age no fundo do olho e não tem qualquer efeito sobre o cristalino opaco. A catarata só é tratada removendo o cristalino cirurgicamente.

O laser YAG não trata catarata: ele trata a opacificação da cápsula posterior, a chamada catarata secundária, que pode surgir meses ou anos depois da cirurgia. É um procedimento de consultório, e só faz sentido em quem já foi operado.

Não há evidência que sustente isso. A recuperação depende muito mais da inflamação, das condições do seu olho e da adesão aos colírios do que da técnica usada para as etapas iniciais. Também não é correto dizer que a cirurgia com laser é mais rápida: ela acrescenta uma etapa ao procedimento.

Em geral, a tecnologia de femtossegundo não é coberta e envolve custo adicional, mesmo quando a cirurgia de catarata em si é coberta pelo plano. A situação varia conforme o contrato, e a equipe verifica caso a caso antes do agendamento. Veja os convênios atendidos.

Avaliação para cirurgia de catarata a laser em Curitiba

Na avaliação para cirurgia de catarata a laser em Curitiba, converse sobre a indicação do femtossegundo no seu caso. As medidas do olho, a escolha da lente e os cuidados após a cirurgia fazem parte do planejamento, independentemente da técnica.

O atendimento com o Dr. Alexandre Grandinetti é no Hospital de Olhos do Paraná, na Rua Coronel Dulcídio, 199, Batel. Veja como chegar e se preparar para a consulta.

Quer saber qual técnica faz sentido para o seu olho?

A indicação é definida depois dos exames e de uma conversa franca sobre expectativas e custos. O atendimento é no Batel, em Curitiba.

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