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Retina

O que é a retina: avaliação com especialista em Curitiba

Conheça a função da retina e a avaliação com o Dr. Alexandre Grandinetti, oftalmologista com formação em retina e vítreo e atendimento em Curitiba. A retina é o tecido nervoso que forra o fundo do olho e transforma a luz em imagem. Entender como ela funciona ajuda a entender o que o médico procura.

Imagem de retinografia usada na avaliação da retina

Um tecido nervoso, não uma membrana

A retina é uma camada fina de tecido nervoso que reveste a parede interna do fundo do olho. Não é uma membrana: é uma extensão do sistema nervoso, com fotorreceptores e neurônios em camadas — por isso o dano à retina não cicatriza como uma ferida de pele.

A luz atravessa a córnea, a pupila e o cristalino, cruza o vítreo (gel transparente que preenche o olho) e chega à retina. Ali, os cones (detalhe e cores) e os bastonetes (pouca luz e periferia) convertem a luz em sinal elétrico, que segue pelo nervo óptico até o cérebro.

O vítreo, vizinho de porta da retina

O vítreo é gelatinoso na juventude e vai se liquefazendo com os anos. Quando encolhe e se separa da retina — processo comum, chamado descolamento do vítreo posterior — podem aparecer moscas volantes e flashes. Costuma ser benigno; em parte dos casos a tração rasga a retina, e é esse rasgo que precisa ser encontrado a tempo.

Imagem do fundo de olho registrada durante avaliação da retina

O que o médico enxerga no fundo do olho

No mapeamento de retina, feito com a pupila dilatada, o médico percorre o fundo do olho do centro à periferia, onde se escondem as roturas. Ali ele observa três referências:

  • o disco óptico, por onde o nervo óptico sai do olho;
  • os vasos, que revelam o efeito do diabetes e da pressão alta;
  • a mácula, a área central e mais nobre da retina.

Para ver as camadas por dentro, entra a tomografia de coerência óptica (OCT), que produz um corte da mácula sem contato e sem contraste.

Por que a mácula importa tanto

A mácula ocupa uma área minúscula no centro da retina, e seu ponto central é a fóvea, onde os cones se concentram e praticamente não há bastonetes. É ela que permite ler e reconhecer um rosto.

A periferia cuida da visão ampla: perceber um carro pelo canto, andar sem esbarrar, enxergar com pouca luz. Como as funções são diferentes, os sintomas também são:

  • problema na mácula dá borrão no centro da imagem, distorção das linhas retas e dificuldade para ler;
  • problema na periferia dá sombra lateral, perda de campo ou flashes, sem afetar a leitura no início.

Quando só um olho está comprometido, o outro compensa e a pessoa demora a perceber. Tapar um olho de cada vez é o jeito mais simples de notar cedo.

O que você sente e o que pode estar envolvido

Serve para orientar a conversa na consulta, não para autodiagnóstico.

O que você senteO que pode estar envolvidoComo se investiga
Manchas ou teias novas, com flashesDescolamento do vítreo posterior, moscas volantes, rotura de retinaMapeamento de retina com dilatação
Sombra ou cortina cobrindo parte da visãoDescolamento de retinaMapeamento e, se o fundo não estiver visível, ecografia ocular
Linhas retas tortas ou onduladasMembrana epirretiniana, degeneração macular, edema da máculaOCT da mácula
Borrão ou ponto cego bem no centroBuraco macular, degeneração macular, edema macularOCT e, quando indicado, angiografia
Visão embaçada e flutuante em quem tem diabetesRetinopatia diabética e edema macular diabéticoMapeamento, OCT e angiografia, conforme o estágio

O que ajuda a proteger a retina

Nenhum colírio ou vitamina torna a retina imune a doenças, mas alguns cuidados têm efeito real:

  • controlar glicemia e pressão arterial, os maiores agressores dos vasos da retina;
  • não fumar, fator de risco consistente para degeneração macular;
  • usar proteção ocular em esportes de risco;
  • examinar o fundo do olho periodicamente, sobretudo com diabetes, miopia alta ou histórico familiar;
  • procurar avaliação sem demora diante de sintoma novo: na retina, o tempo pesa.

Perguntas frequentes sobre a retina

Não como outros tecidos. A retina é tecido nervoso, e as células fotorreceptoras perdidas não voltam a ser produzidas. O tratamento mira em interromper o processo e preservar o que existe — por isso o tempo entre o sintoma e o atendimento faz diferença.

A córnea é a janela transparente na frente do olho, por onde a luz entra; a retina está no fundo e capta essa luz. Alteração de córnea costuma embaçar a imagem inteira; alteração de retina afeta um setor do campo ou o centro da visão.

A pupila é a única abertura por onde se enxerga o fundo do olho. Sem dilatação, vê-se apenas a área central — e boa parte das roturas fica na periferia. O efeito do colírio passa em algumas horas, deixando a visão de perto embaçada.

Telas provocam cansaço visual e ressecamento, porque a pessoa pisca menos, mas não há evidência de que causem lesão da retina. Já olhar direto para o sol ou para apontadores laser pode queimar a mácula.

Depende da idade e das suas condições de saúde. Quem tem diabetes, miopia alta, histórico familiar ou cirurgia ocular prévia costuma precisar de acompanhamento mais frequente. Sem fator de risco, o fundo de olho é avaliado na consulta de rotina — mas sintoma novo não espera a revisão.

Avaliação da retina em Curitiba

Para a avaliação da retina em Curitiba, leve os exames anteriores e informe doenças como diabetes, além de cirurgias oculares prévias. A consulta relaciona os sintomas com os achados do fundo de olho e dos exames complementares.

O atendimento com o Dr. Alexandre Grandinetti é no Hospital de Olhos do Paraná, na Rua Coronel Dulcídio, 199, Batel. Veja como chegar e se preparar para a consulta.

Quer entender o que mudou na sua visão?

A equipe ajuda a organizar a consulta e a orientar sobre os exames. O atendimento é no Batel, em Curitiba.

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