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Retina

Especialista em membrana epirretiniana em Curitiba

O Dr. Alexandre Grandinetti avalia a membrana epirretiniana em Curitiba, no Batel, para orientar o acompanhamento e discutir quando a cirurgia pode ser indicada. A queixa mais comum não é enxergar pouco, é enxergar torto: a imagem parece amassada e o mesmo objeto tem tamanhos diferentes em cada olho.

Distorção da imagemDiagnóstico por OCTNem todo caso opera
Dr. Alexandre Grandinetti durante apresentação no Congresso Sul-Brasileiro de Oftalmologia

Quando a imagem parece amassada

As descrições se repetem na consulta: o rosto à frente parece entortado, o batente da porta faz uma curva onde deveria haver uma reta, a linha do texto afunda no meio. Esse sintoma tem nome — metamorfopsia, a distorção das imagens.

Outra queixa aparece ao tapar um olho de cada vez e comparar: o mesmo objeto pode parecer menor em um dos olhos (micropsia) ou, menos vezes, maior. Essa diferença de tamanho incomoda ao usar os dois olhos juntos.

Nem sempre há sintoma

Muitas membranas são descobertas por acaso, num exame de rotina ou antes de uma cirurgia de catarata, em olhos que enxergam bem. Quando há queda de visão, ela se instala devagar, com dificuldade para ler e cansaço visual.

O que é a membrana epirretiniana

É um tecido muito fino que cresce sobre a mácula, a região central da retina. Essa película se contrai e enruga a retina por baixo, como um papel amassado de leve. Como a mácula forma a imagem de detalhe, o enrugamento chega até você como distorção.

Não é tumor nem inflamação ativa. É um tecido de cicatrização sobre a retina, e o problema que causa é mecânico: a retina deixa de estar plana.

Também chamada de pucker macular, membrana epimacular ou prega macular.

Por que a membrana aparece

Na maior parte das vezes não há causa identificável: é a forma idiopática, ligada ao envelhecimento do olho. Em outros casos é secundária a algo já ocorrido na retina.

  • Idade — a mais comum, geralmente após os 50 anos, sem causa prévia.
  • Descolamento do vítreo posterior — ao se separar, o gel deixa restos de tecido sobre a mácula.
  • Rotura ou descolamento de retina prévio — veja descolamento de retina.
  • Cirurgia ocular anterior, inclusive a de catarata, mesmo sem intercorrências.
  • Uveítes e oclusões de vasos da retina.
  • Retinopatia diabética e trauma ocular, mesmo antigo.

Como o diagnóstico é confirmado

A suspeita surge no exame de fundo de olho, que mostra brilho anormal e vasos retificados na mácula. Quem confirma e mede a membrana é a tomografia de coerência óptica.

Tomografia de coerência óptica (OCT)

Produz um corte da mácula camada por camada, sem contato nem contraste. Mostra a membrana sobre a retina, a espessura da mácula, o grau de enrugamento e se há tração. É esse conjunto que orienta a decisão de observar ou intervir. Veja como funciona a tomografia de coerência óptica.

Mapeamento de retina

Com a pupila dilatada, busca roturas e outras doenças que expliquem a membrana. Entenda o que é avaliado no mapeamento de retina. Em casa, a tela de Amsler mostra se a distorção aumentou entre as consultas.

Acompanhar ou operar?

A resposta não é automática. Não se opera uma imagem de exame: opera-se o incômodo que ela produz.

Quando o caminho é acompanhar

Boa parte das membranas é leve, estável e pouco sintomática. A conduta é acompanhar com consultas e OCT em intervalos definidos pelo oftalmologista.

Isso vale quando a visão continua boa, a distorção é discreta e os exames não mostram piora — e muitas permanecem assim por anos. Acompanhar não é deixar de fazer nada: é vigiar com método algo que pode não evoluir.

Quando a cirurgia entra em discussão

A vitrectomia com remoção da membrana é considerada quando a distorção ou a queda de visão incomodam no dia a dia: quando ler cansa demais, quando o trabalho fica prejudicado.

Pesam também a piora documentada na tomografia e a tração sobre a mácula. A decisão é conjunta. Conheça a cirurgia de retina por vitrectomia.

Como é a cirurgia, em linhas gerais

  1. Anestesia

    Em geral local com sedação, conduzida por anestesiologista, sem dor durante o procedimento.

  2. Vitrectomia

    Por aberturas milimétricas, o gel vítreo é removido, o que dá acesso à superfície da retina.

  3. Remoção da membrana (peeling)

    Com pinças delicadas, a membrana é destacada da mácula. Corantes tornam visível esse tecido quase transparente.

  4. Peeling da membrana limitante interna

    Em muitos casos a camada mais superficial da retina é removida junto, para reduzir a chance de recidiva. A indicação é avaliada durante a cirurgia.

  5. Retorno

    As aberturas costumam fechar sem pontos. Você recebe colírios e retornos frequentes nas primeiras semanas.

Recuperação: lenta, gradual e parcial

A melhora demora meses

A retina levou tempo para enrugar e leva tempo para se acomodar. A visão melhora ao longo de meses, e o resultado é avaliado bem depois da cirurgia — nas primeiras semanas é comum enxergar pior do que antes.

A distorção pode melhorar, mas nem sempre desaparece

A cirurgia remove a membrana, mas não desfaz o dano que o enrugamento já causou à mácula. Por isso a melhora é habitualmente parcial: a distorção tende a diminuir, mas parte do sintoma pode permanecer. Quanto mais tempo a membrana tracionou, menor a margem de recuperação — e nenhum resultado pode ser garantido.

Catarata e outros riscos

Em quem ainda tem o cristalino natural, a vitrectomia acelera a catarata, e muita gente opera meses ou anos depois; veja como é a cirurgia de catarata. Como toda cirurgia intraocular, há risco de rotura ou descolamento de retina, aumento da pressão ocular, sangramento e infecção intraocular, esta rara e grave. A membrana também pode recidivar.

Perguntas frequentes sobre membrana epirretiniana

A cirurgia remove a membrana, e esse é o tratamento disponível. Mas cura não é a palavra adequada: a recuperação visual costuma ser parcial e depende do dano já causado à mácula. O objetivo realista é reduzir a distorção.

Não. Muitas são leves, estáveis e apenas acompanhadas, às vezes por anos. A cirurgia é considerada quando a distorção atrapalha suas atividades ou quando o acompanhamento mostra piora. Uma membrana num olho que enxerga bem geralmente não é motivo para operar.

A melhora é lenta: começa a ser percebida algumas semanas depois e continua por vários meses. Nos primeiros dias a visão pode estar pior do que antes, o que é esperado. O resultado só é avaliado ao final desse período, com nova tomografia.

Sim, são nomes diferentes para a mesma condição e aparecem em laudos. Atenção à grafia: o termo correto é membrana epirretiniana, com dois erres.

Pode, embora não seja o mais comum. A remoção da membrana limitante interna é feita justamente para reduzir essa chance. Havendo recidiva com sintoma importante, uma nova avaliação define a conduta.

Se você ainda tem o cristalino natural, é provável que sim em algum momento, porque a vitrectomia acelera a catarata. Em quem já operou, a questão não se coloca. Vale conversar sobre isso antes de decidir.

Avaliação de membrana epirretiniana em Curitiba

Para avaliar a membrana epirretiniana em Curitiba, leve os OCTs anteriores e relate como a distorção interfere na leitura e no trabalho. A comparação dos exames e das queixas ajuda a decidir entre acompanhar e discutir a cirurgia.

O atendimento com o Dr. Alexandre Grandinetti é no Hospital de Olhos do Paraná, na Rua Coronel Dulcídio, 199, Batel. Veja como chegar e se preparar para a consulta.

Quer entender se a sua membrana precisa de cirurgia?

A equipe ajuda a organizar a consulta e a reunir os exames já feitos. O atendimento é no Batel, em Curitiba.

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