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Exames de retina

Mapeamento de retina

O exame responde a uma pergunta direta: como está o fundo do olho, do centro da visão até a beirada da retina?

Colírio que dilata a pupilaSem agulha e sem contraste
Equipamento de exame oftalmológico na sala de atendimento, no Batel, em Curitiba

O que é e para que serve

A retina forra o fundo do olho por dentro, e a única janela para vê-la é a pupila — que, no tamanho normal, mostra pouco mais que o pedaço central. O mapeamento resolve isso com um colírio que abre a pupila e com uma lente e uma luz, varrendo a retina inteira enquanto você olha para os lados.

Essa varredura é o motivo de o exame existir. Boa parte do que leva a uma cirurgia de retina começa longe do centro: uma rotura pequena, um ponto onde o vítreo puxa. Nada disso dá sintoma no começo nem é visto sem dilatação. O exame avalia ainda o nervo óptico, os vasos e a mácula — por isso é o exame básico do retinólogo.

Ele não substitui os outros: o OCT corta a mácula em camadas, a angiografia mostra a circulação e a ecografia entra quando não dá para enxergar o fundo do olho.

Como é realizado

  1. Conversa e medida da visão

    Antes do colírio, o médico ouve a queixa e mede a visão.

  2. Colírio para dilatar a pupila

    Uma ou duas gotas, que podem arder por segundos. O efeito leva de 20 a 30 minutos, e essa espera faz parte do exame.

  3. O exame em si

    Com a pupila aberta, o médico usa uma lente e uma luz forte. Nada encosta no olho e não há contraste nem agulha. São alguns minutos por olho.

  4. Olhar para os lados

    Cada posição do olhar traz uma parte diferente da periferia para o campo do exame.

  5. Quando é preciso ver a extremidade

    Às vezes o médico faz uma pressão suave por fora da pálpebra para trazer à vista a borda mais extrema da retina. Dura poucos segundos.

Como se preparar

O que muda o seu dia é a dilatação, não o exame.

  • Leve os seus óculos e a lista dos medicamentos e colírios que você usa.
  • Avise se já teve reação ao colírio de dilatação ou se foi orientado a evitá-lo.
  • Combine a volta para casa sem dirigir e leve óculos de sol.
  • Reserve tempo: a espera pelo colírio entra na conta.
  • Não suspenda medicação por conta própria: as orientações específicas do seu caso vêm da equipe no agendamento.

Perguntas frequentes sobre o mapeamento de retina

Não. Nada toca o olho. O colírio pode arder por segundos e a luz incomoda — ver manchas coloridas depois é normal. A pressão feita por fora da pálpebra, quando necessária, causa um desconforto passageiro.

Não é obrigatório, mas ajuda: como você sai com a pupila dilatada e não deve dirigir, o que precisa estar combinado é a volta.

Depende do trabalho. Leitura, tela e direção ficam difíceis enquanto a dilatação dura — se o seu dia é assim, reserve o restante do período.

Na hora. O exame é feito e interpretado pelo próprio médico durante a consulta: não há laudo para buscar depois. O achado é registrado e explicado no mesmo dia.

Não. Não há radiação, contraste nem agulha. Em quem tem diabetes ou alta miopia, repetir periodicamente é o que permite encontrar uma alteração antes de ela dar sintoma.

Precisa fazer um mapeamento de retina?

A equipe organiza o agendamento e reserva o tempo da dilatação. O atendimento é no Batel, em Curitiba.

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