Da graduação na UFPR à escolha da oftalmologia
A formação médica começou na Universidade Federal do Paraná. A decisão pela oftalmologia veio ainda durante o curso: foi monitor da disciplina e bolsista de iniciação científica do PIBIC/CNPq, com um projeto sobre perfluorocarbonos líquidos — substâncias que, anos depois, viriam a ser ferramenta de rotina nas cirurgias de retina mais difíceis que realiza hoje.
Residência em Oftalmologia no HC-UFPR
A residência médica em Oftalmologia foi feita no Hospital de Clínicas da UFPR, hospital universitário e de alta complexidade — o período em que o médico vê, em volume, o espectro inteiro da especialidade. Foi ali que a retina deixou de ser uma entre várias áreas e passou a ser a escolha.
Fellowship em Retina e Vítreo no Hospital de Olhos do Paraná
Ainda na segunda metade do terceiro ano de residência, passou a se dedicar exclusivamente às doenças da retina como fellow do serviço de retina do Hospital de Olhos do Paraná, e seguiu no fellowship depois de concluída a residência. O fellowship é o treinamento formal em subespecialidade: um período inteiro dedicado a retina clínica e cirúrgica, em ambulatório e em centro cirúrgico, sob supervisão.
Los Angeles: estágio eletivo e observership no Doheny Eye Institute
No último semestre da graduação, fez um estágio eletivo (elective clerkship) em oftalmologia no Doheny Eye Institute, ligado à University of Southern California, em Los Angeles. Em 2004, durante as férias da residência, voltou ao mesmo serviço para um observership em retina e vítreo, acompanhando cirurgias junto ao microscópio.
Vale ser exato sobre o que esses períodos são, porque o site anterior se prestava a confusão: estágio eletivo e observership são períodos de estágio e observação — não são residência, fellowship nem especialização realizados nos Estados Unidos. A residência e o fellowship foram feitos no Brasil, em Curitiba.
Mestrado (2012) e doutorado (2015) pela UFPR
O mestrado em Clínica Cirúrgica, defendido em 2012, investigou a relação entre a cirurgia de vitrectomia e alterações da córnea. A tese de doutorado, defendida em 2015 no mesmo programa da UFPR, deu sequência a essa linha de pesquisa. São dois títulos acadêmicos obtidos em programa de pós-graduação de universidade pública, com defesa pública de dissertação e de tese.
Ensino de retina
O ensino acompanha a trajetória desde a residência. Atuou como preceptor voluntário em serviços de oftalmologia de Curitiba, ajudando residentes a se formarem, e segue ligado ao ensino de retina e vítreo dos fellows do Hospital de Olhos do Paraná. Ensinar obriga a justificar cada conduta em voz alta — e isso, na prática, mantém o padrão da consulta.