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Exames do nervo óptico

Campo visual computadorizado

O exame responde ao que a tabela de letras não alcança: até onde você enxerga em volta, sem mover os olhos?

Um olho de cada vezDepende da sua respostaSem contato e sem contraste
Sala de atendimento do consultório de retina em Curitiba

O que é e para que serve

Campo visual é tudo o que você enxerga com o olhar parado: o centro, com os detalhes, e a volta, que percebe movimento e obstáculos. O campo visual computadorizado, que muitos pedidos chamam de campimetria, mede essa área ponto a ponto.

Você olha fixamente para uma marca central dentro de uma cúpula iluminada e segura um botão. O aparelho acende pontinhos de luz em posições e intensidades diferentes, e você aperta sempre que perceber um. No fim sai o mapa de onde enxergou e onde não enxergou — as áreas cegas, chamadas escotomas.

Esse mapa torna o exame indispensável no glaucoma: a perda começa pela periferia, avança devagar e é silenciosa — o cérebro preenche a falha e a pessoa só percebe tarde. Vale também para o nervo óptico e as vias visuais. Por isso ele anda junto com o OCT: um mede a função, o outro a estrutura.

Como é realizado

  1. Ajuste da correção e um olho tapado

    Coloca-se a lente adequada à distância do exame, e o olho que não será testado fica coberto.

  2. Olhar preso no ponto central

    Queixo e testa apoiados, olhar fixo na marca do meio: se o olho procurar os pontinhos, o mapa sai errado.

  3. Apertar o botão

    A cada luz percebida, um clique. Muitos pontos são fracos de propósito: é assim que se encontra o limite da sensibilidade.

  4. Duração e pausas

    Alguns minutos por olho. Dá para pausar se cansar — avise em vez de continuar no automático.

  5. Índices de confiabilidade

    O aparelho repete pontos e checa a fixação: esses índices dizem quanto o resultado vale.

Preparo

Não há preparo clínico. O que muda o resultado é o seu estado no momento do exame.

  • Leve os seus óculos e a receita mais recente.
  • Evite chegar exausto: atenção cansada derruba o resultado.
  • Avise se tem dor cervical ou dificuldade de manter a cabeça apoiada.
  • Sempre que possível ele vem antes dos exames que dilatam a pupila, porque a dilatação pode interferir no resultado.
  • Não é preciso jejum nem suspender medicação; orientações específicas vêm da equipe.

Perguntas frequentes sobre o campo visual

Não. Nada encosta no olho e não há colírio, agulha nem contraste. O que incomoda é o esforço de atenção: muita gente sai com a sensação de ter feito prova.

Acontece, e o aparelho está preparado: ele mede falsos positivos e perdas de fixação. Um exame com muitos erros não vira diagnóstico — é considerado pouco confiável e costuma ser repetido.

Ele não dilata a pupila nem embaça a visão: você sai enxergando como chegou e pode dirigir e trabalhar em seguida. Havendo outro exame com dilatação no mesmo dia, valem as regras da dilatação.

O mapa é gerado assim que o exame termina. A interpretação não se faz com uma folha isolada: o médico compara com os exames anteriores, a pressão do olho e o OCT.

Porque ele depende da sua resposta e varia de um dia para outro. O primeiro costuma sair pior que a sua visão real — é o efeito de aprendizado. É a série de exames que mostra se algo está mudando.

Precisa fazer um campo visual?

A equipe organiza a ordem dos exames do dia para que ele seja feito sem pressa. Atendimento no Batel, em Curitiba.

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